Consumido Pela Cultura JDM

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Já faz muito tempo desde a última vez que redigi um texto para preencher as páginas desse site e adicionar um pouco da minha visão a vocês…
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Sendo mais exato, a última vez que eu escrevi algo, fotografei e entreguei nas mãos do Thiago Marinelli para que ele pudesse editar no formato ideal do site, foi em Agosto de 2015. Minha primeira vez no D1 Grand Prix…
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Me lembro que fazia quase 10 meses que eu estava no Japão e ainda não possuía um notebook. E adivinhe? Depois de dois anos e quase sete meses , nada mudou… em relação ao Notebook, claro, mas muitas outras coisas mudaram…
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Além de dar meus pitacos por aqui, muita gente (muita mesmo) me seguia em um projeto paralelo no Facebook batizado de Dekasegi Racing. Você provavelmente vai procurar  por essa página, mas não vai achar…
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Sim, eu excluí página, e isso fez parte de todo um processo de ser consumido não só pela cultura automotiva, mas pelo estilo de vida japonês: jornadas de 12 horas ou mais de trabalho, afazeres domésticos e um carro de drift que ainda hoje exige muita atenção, dinheiro e tempo, coisa que eu não tenho feito ultimamente…
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Se você chegou agora, ou só lembra de mim na página do Hoon Club ou do  Dekasegi Racing , eu devo te dizer que  possuo um nissan Silvia S13 no qual eu tento fazer drift…
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 Foi o meu primeiro carro no Japão, teve seus dias de rua, já foi um daily e hoje precisa de uma atenção para ser revisado e voltar ao circuito. Após uma crise financeira que o levou aos anúncios de venda, quem pagou o pato foi um outro “erro financeiro” sobre rodas…
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Um Honda Civic EG5 era pra ser meu carro de grip. Sim, eu achava que devia ter um carro de cada estilo para matar minha sede de cair de cabeça no automobilismo amador do Japão…
Mas a vida não é um Gran Turismo meu amigo. Por mais que eu mesmo fizesse toda a parte mecânica dos carros , as peças e o próprio custo de manutenção, somados aos impostos acabariam com o meu pequeno salário…
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Você deve estar se perguntando: como o cara não consegue manter um Silvia e um Civic no Japão ? Bom, como eu já disse, a vida não é um Gran Turismo…
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 Com a popularização da cultura JDM e do drift pelo mundo, abriram as fronteiras em outros países e milhares de carros que compõe a cena automotiva japonesa são exportados todos os dias aos montes, sem falar das peças…
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Tudo isso elevou drasticamente o custo pra se ter , montar e correr com um carro desses.  Ainda acessível, mas não como na década passada…
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Por exemplo: até o ano de 2008 era fácil um Silvia S13 com o básico para se fazer drift a venda pelo valor de 300.000¥ . Hoje os valores ultrapassam a casa dos 500.000¥ dependendo do que foi montado no carro. O motor e o câmbio originais saiam por aproximadamente 30 a 50.000¥ hoje só um motor não é vendido por menos de 100.000¥…
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Toda essa valorização aconteceu com muitos outros carros. Mas nada que venha impedir de um assalariado como eu, de ter um esportivo nipônico, basta economizar em outras partes e trata-se também de meter a mão na graxa…
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A vontade de ter um carro, correr e viver tudo que o Japão pode te oferecer a cerca da cultura dos carros , se trata também de abrir mão de tantas outras coisas , inclusive do tempo livre…
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Apesar de ter sido consumido aos poucos e aos poucos ter deixado de lado as mídias sociais e o próprio site , descobri que tudo é uma questão de planejamento e organização. Outros membros e colaboradores tem seus motivos, mas esses são os meus…
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O Final Spec trouxe tantas boas oportunidades, experiências e amizades pra quem participou de alguma forma aqui. Acho que ainda temos muito que colher, aprender e mostrar. Talvez essa seja uma boa hora de voltar, com um pouco mais de experiência e uma visão mais ampla, espero que essa seja uma boa reconciliação.
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Te vejo por aqui!
Abraços!
Felipe Massayuki
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Super Drift Brasil, Final Round!

Mauricio_Oliveira-2015December264-387Nós do Final Spec acompanhamos alguns acontecimentos marcantes na cena do Drift brasileiro desde as primeiras apresentações da modalidade que aconteceram em edições do Xtreme Motorsport no final da década passada e começo dessa,  e apesar de registrarmos um evento ou outro no passado como em uma edição dos tradicionais Soukoukai realizados no kartódromo de Itu, ainda não tinhamos acompanhado uma competição da modalidade  propriamente dita em terras brasileiras, já que já marcamos presença no Japão nos bastidores do D1GP e do D1 Street Legal.
Assim sendo, partimos para a última etapa do Campeonato Super Drift Brasil, que foi realizada em 13 de Dezembro na cidade de Praia Grande, litoral de SP, e que contou com a participação dos ícones japoneses da modalidade Daigo Saito e Masashi Yokoi como juizes.

Confira conosco como foi o domingo ensolarado no kartódromo da Praia Grande que contou com nomes de peso da velha guarda do drift brasileiro e também deixou claro que a nova geração de pilotos da modalidade veio para elevar o nível do esporte!

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D1 Street Legal em Meihan: Como foi Encarar o Drift de Perto Pela Primeira Vez, Através do Olhar e das Palavras de Nick Nagano

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Olá a todos os camaradas leitores do Final Spec! Primeiramente, devo deixar minha apresentação e o porquê de eu estar escrevendo aqui, afinal, muitos de vocês não me conhecem e não sabem como de que toca eu saí… Pois bem, meu nome é Nickson Shigeo Nagano (Nick Nagano), nascido em Hamamatsu, provincia de Shizuoka, há 20 anos atrás. Apesar do lugar de nascença, sou considerado brasileiro – por ser filho deles, enquanto que a descendência nipônica vem por parte de pai. “Então você é um macaco velho do nosso querido e culturalmente rico Japão, certo?”, errado. Eu nasci aqui, mas por meus pais serem “dekasseguis”, não estavam aqui com intenção de morar para sempre e acabaram voltando para o Brasil. Com apenas 8 anos de vida, provavelmente não me deixariam aqui sozinho, né?

Mas passou-se mais de 10 anos desde então e decidi o que queria pra mim e pra minha vida. Faz muito que falava para os colegas, conhecidos mais próximos e família: “Não quero continuar sonhando aqui, mesmo se eu fosse rico ou com milhões de graduações em N universidades e ganhando muito dinheiro. Meu sonho não está aqui e em breve, muito em breve, estarei voltando pra lá. Não me sinto feliz no Brasil e vou fazer acontecer no Japão.” Dito e feito. Ao perder uns 30 segundos do seu tempo lendo até aqui, você provavelmente deve estar pensando o que me fez voltar pra terra do Sol Nascente. Por este texto ter sido publicado aqui, no Final Spec, já dá pra ter uma ideia do que seja, né?

(C) Nick Nagano

(C) Nick Nagano

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Racing BOX

Mauricio_Oliveira-2015July240-28Se você é do tipo que acompanha diversas páginas automotivas em suas redes sociais, provavelmente já viu algum trabalho feito pela Racing BOX circulando por aí. Nós conheciamos um pouco da oficina paulistana dessa mesma forma e alguns trabalhos especificos despertavam nossa curiosidade, então ficamos bastante animados quando recebemos o convite para visitar as instalações da oficina. No entanto, por melhores que fossem nossas expectativas, não podiamos esperar pelo alto nível e pela variedade dos trabalhos; concluidos ou em andamento; que encontramos por lá, tudo obra de uma equipe apaixonada pelo que faz e de um preparador com muita história dentro e fora das pistas.

(Text in english avaiable, keep reading!)

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